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Por que você deveria usar as zircônias para próteses de seus pacientes?

Num momento em que a estética está em evidência no mundo todo, muito se pesquisa sobre tratamentos estéticos, principalmente na área odontológica. Os tratamentos protéticos, por exemplo, visam restaurar a função perdida, mas também proporcionar uma estética baseada em critérios contemporâneos.
Nesse cenário, os materiais cerâmicos são alguns dos maiores objetos de estudo, com o objetivo de desenvolver materiais cada vez melhores em suas propriedades e aparências. Eles devem possuir resistência mecânica, resistência ao desgaste, propriedades elétricas e magnéticas, além de inércia química e biocompatibilidade. Um desses materiais é a zircônia.

A zircônia possui um amplo espectro de aplicações na Odontologia, desde a confecção de coroas unitárias, próteses parciais fixas, implantes até brocas de corte e brocas cirúrgicas. Isso se dá devido a suas propriedades químicas e mecânicas, além de possuir uma maior resistência associada à estética. Suas características se sobressaem principalmente quando comparadas aos metais.
O índice de sucesso clínico das reabilitações feitas com zircônia muito se assemelha àqueles obtidos pelos métodos convencionais utilizando metais.

Quais as suas vantagens?

A zircônia possui as melhores propriedades mecânicas registradas, com características semelhantes aos metais. A tenacidade do material é quase duas vezes maior do que a das cerâmicas de óxido de alumínio, possui alta resistência à fratura e biocompatibilidade superior quando comparada com outras cerâmicas, pois é material quimicamente inerte que não provoca reações adversas locais. É, também, biocompatível com os tecidos dentários, possibilitando a integração dos tecidos gengivais ao dente de forma natural, não gerando reações alérgicas ou alterações de paladar.
Para as zircônias odontológicas, é preferível a cimentação adesiva, pois assegura maior retenção, adaptação marginal e maior resistência à fratura quando comparada com a cimentação realizada com fosfato de zinco, por exemplo. No entanto, para que a adesão seja confiável, a zircônia requer, em sua superfície, tratamentos baseados em retenção física por meio de jateamentos e ligação química cerâmica/substrato por meio de silanos e/ou primers.

Em cerâmicas vítreas, o uso de ácido hidrofluorídrico e aplicação de silano se mostraram eficazes, embora não possam garantir uma adesão completamente satisfatória em virtude de seu alto teor cristalino ou limitada presença de vidro.

Por ser um material tão resistente, a zircônia só pode ser facilmente trabalhada por meio dos sistemas CAD/CAM.

Apesar de algumas contraindicações (afinal, todo tratamento odontológico deve ser pensado e individualizado, levando-se em consideração as características de cada paciente), sabe-se que a zircônia é uma excelente alternativa em casos de prótese dentária com exigência estética associada a requisitos de resistência mecânica que muitas vezes limitam a utilização de outros sistemas cerâmicos. Ela garante aspectos biológicos, funcionais e estéticos durante o tratamento. O cirurgião-dentista, se devidamente habilitado, será capaz de extrair dela as melhores características, obtendo um resultado satisfatório.

REFERÊNCIAS:
Luciano Bonatelli Bispo. Cerâmicas odontológicas: vantagens e limitações da zircônia. Rev. Bras. Odontol. vol. 72, nº 1-2, Rio de Janeiro, jan/jun 2015.
Fernando Senna da Silva. Aplicabilidades protéticas da zircônia em odontologia. 2015.