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Como as cerâmicas e ligas metálicas podem impactar a ciência?

Cerâmicas de alta resistência, como a zircônia, são geralmente utilizadas na confecção de próteses dentárias pelo sistema CAD/CAM. Ideais para suportar o impacto da mastigação e mimetizar a cor natural dos dentes, esses materiais têm sido alvo de diversas pesquisas. Diante disto, o Grupo de Materiais Cerâmicos do IME (Instituto de Matemática e Estatística), a partir da hidroxiapatita, desenvolveu enxertos que podem ser utilizados em casos de doenças degenerativas, má formação ou insuficiência de osso para a fixação de implantes. Embora demore até dois anos para ser absorvida pelo corpo, a hidroxiapatita promove um processo de substituição totalmente natural. Inúmeros protótipos de placas e parafusos para implantes ortopédicos e dentários foram criados. Aos poucos, as ligas de titânio deram lugar à fabricação das inovadoras ligas bioabsorvíveis, isto é, que não apresentam toxicidade quando incorporadas aos tecidos do corpo. Contemplado pela FAPERJ (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro), o pós-doutorando Daniel Jogaib tem atuado no desenvolvimento de implantes de titânio e ligas de magnésio. Assim, evidencia-se que a resistência à corrosão é uma propriedade fundamental para garantir a longevidade e a osseointegração dos implantes dentários. A análise das propriedades de regeneração óssea foi realizada em parceria com o Laboratório ...

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Impressão 3D a serviço da Odontologia

Já imaginou reconstruir estruturas complexas e fazer próteses ósseas e implantes dentários personalizados de acordo com o perfil de cada paciente? Hoje isto é possível graças às pesquisas do Laboratório de Biomateriais do Instituto Militar de Engenharia (IME). Nesta instituição, localizada na zona sul do Rio de Janeiro, cientistas tentam romper a fronteira do conhecimento, desenvolvendo tecnologia de ponta para a criação de peças cirúrgicas. Assim, diversos biomateriais – como metais, polímeros, cerâmicas e compósitos – são amplamente fabricados. Entre as suas principais aplicações, temos implantes, próteses para Ortopedia, aparelhos ortodônticos e instrumentos para Endodontia. O objetivo de pesquisas como essa é reduzir a dependência de produtos importados. Por serem biocompatíveis, esses materiais reduzem os riscos de rejeição das próteses implantadas e se desintegram gradualmente. A vantagem é que a biocompatibilidade elimina a possibilidade de realização de novas cirurgias para retirada da prótese. O desenvolvimento dos biomateriais depende de um processo de escaneamento e impressão digital. Em cirurgias ortognáticas, por exemplo, próteses tridimensionais podem ser impressas para a reabilitação estética e funcional de deformidades da face e da cavidade oral, mantendo o equilíbrio anatômico da região afetada. Por meio de ferramentas digitais, a captação de imagens pode gerar arquivos 3D que serão trabalhados em ...

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Protetores bucais: o que você sabe sobre eles?

A proteção orofacial é uma das responsabilidades do cirurgião-dentista que se dedica à Odontologia do Esporte. Muito antes desta especialidade ser reconhecida pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO), a primeira versão dos protetores bucais foi utilizada pelo pugilista britânico Ted Lewis, “The Kid”, a partir de modelos dos arcos superior e inferior. Em 1921, o dispositivo foi submetido à ceroplastia, inclusão em mufla e prensagem em borracha velarubber. Desde então, dezenas de estudos se voltaram à determinação da geometria e espessura ideais sem um consenso. Hoje em dia, a confecção de dispositivos intraorais depende de um planejamento minucioso e de uma moldagem precisa. No entanto, a escolha do material de fabricação não é restrita, ou seja, pode variar de acordo com a preferência do profissional. O maior requisito é que esse material tenha capacidade de absorver e dissipar energia de impacto, protegendo tecidos moles de lacerações, como lábios, mucosa jugal e língua, e tecidos duros, como dentes e ossos maxilomandibulares, de fraturas e luxações. Se o atleta estiver em tratamento ortodôntico, o uso de protetores bucais se torna imprescindível. Segundo a American Society of Testing of Materials, o cirurgião-dentista é responsável pela confecção das peças individualizadas. Geralmente, o material de eleição é ...

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Quebre tabus: as placas oclusais podem mudar a vida dos seus pacientes!

O uso das placas oclusais, reportado pela primeira vez em 1901, ainda é um dilema para o tratamento das disfunções temporomandibulares. Embora tenham sido empregadas, a princípio, em casos de bruxismo, as placas miorrelaxantes surgiram com o objetivo de promover a harmonia do sistema estomatognático, estimular mudanças comportamentais dos pacientes e proteger superfícies oclusais de dentes e restaurações. Segundo a American Association of Orofacial Pain, a disfunção temporomandibular (DTM) é multifatorial, de alta complexidade e difícil diagnóstico, caracterizada por sinais e sintomas como dor nos ouvidos e músculos, estalidos, limitação nos movimentos de abertura e fechamento da boca e comprometimento da mastigação. Por possuir diversas causas, o tratamento deve ser interdisciplinar: com cirurgiões-dentistas para análise oclusal, muscular e articular; psicólogos para tratar diferentes níveis de estresse; e fisioterapeutas para a reabilitação da atividade muscular. Entretanto, esta terapia é paliativa, ou seja, diminui apenas a sensação de dor. Atualmente, as placas miorrelaxantes podem ser confeccionadas tanto para a maxila quanto para a mandíbula, sendo as de maxila mais comuns. Diferentemente do que muitos acreditam, essas placas – embora sejam soluções temporárias - não possuem um tempo específico de uso, pois cada caso é único e depende de um acompanhamento profissional. Dentre as vantagens oferecidas, ...

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